Pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que o envolvimento religioso pode diminuir o uso abusivo de álcool na juventude. Divulgado pelo CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool dos EUA.
Esta pesquisa aponta que a religiosidade tornou-se uma proteção contra o consumo abusivo de álcool por indivíduos que possuam
em sua linhagem genética ou familiar transtornos relacionados ao uso de bebida alcoólica.
em sua linhagem genética ou familiar transtornos relacionados ao uso de bebida alcoólica.Provérbios: 22.6 Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.
O estudo foi realizado com o objetivo de compreender a relação entre a hereditariedade e o meio social, verificando o quanto a religiosidade influi na variabilidade genética do consumo problemático de álcool entre homens e mulheres em dois momentos: a adolescência e início da idade adulta.
A pesquisa avaliou a variabilidade genética, termo utilizado para definir mudanças que ocorrem no conteúdo genético de um organismo devido a diversos fatores. Entre eles, a mutação espontânea no DNA; as influências ambientais, que podem causar diferenças na expressão dos genes (fenótipos); e a religiosidade, termo utilizado para descrever diversos aspectos da vida de um indivíduo que possui uma religião, como suas crenças, valores e comportamentos.
Os autores avaliaram 2.754 gêmeos, entre 12 a 18 anos (1.311 homens e 1.443 mulheres), e 2.486 gêmeos dos 17 aos 29 anos (1.153 homens e 1.333 mulheres). A religiosidade e o uso prejudicial de álcool foram avaliados por meio de dois questionários padronizados.
Os resultados demonstram que, na adolescência, a variabilidade genética do uso nocivo de álcool diminuiu significativamente com o aumento dos níveis de religiosidade em homens e mulheres. Já no início da idade adulta, a religiosidade não influenciou na variabilidade genética do consumo problemático de álcool em ambos os sexos.
Isso significa que maiores níveis de religiosidade estão associados a menores níveis de problemas relacionados ao uso de álcool; e a manifestação de problemas decorrentes do uso de álcool em indivíduos predispostos é atenuada por maiores níveis de religiosidade, tanto para adolescentes homens quanto para mulheres.
Há também indicação de que a variabilidade genética reduzida para consumo problemático de álcool na adolescência pode ser a consequência de um maior controle social na adolescência do que na idade adulta jovem. Portanto, algumas religiões podem proibir, ou pelo menos restringir, o consumo de álcool, reduzindo o uso em seus seguidores. Dessa forma, a religião pode interferir no comportamento e na subsequente manifestação de problemas relacionados ao uso do álcool, colocando-se acima da predisposição genética.
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